segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Trilha da Boa Sorte e do cacau.

Sábado, fizemos uma trilha já conhecida para a maioria. Dentre os Pedivelas presentes só Jefferson não a conhecia. Ernesto fez a sugestão e Jocélio e Eu concordamos de pronto.

A trilha da Boa Sorte, foi a primeira experimental que fizemos e ela deu muito certo e é uma das nossas preferidas. Veja como foi a Trilha da Boa Sorte em nossa primeira vez, clicando no link.

Desta vez, fazia muito calor e quando chegamos a porteira, que marca os primeiros 10 km o cansaço já se fazia sentir. A passagem pela "vendinha" consumiu boa parte de nossas forças. Jocélio, Jefferson e eu vencemos "a subida da lama" (que estava seca) até a parte onde é necessário desmontar. Ernesto veio logo atrás num ritmo mais lento, visivelmente cansado, assim como eu. Na porteira que dá acesso a "descida do Araçá" uma pausa pra uma água e um fôlego.

Nesta época de chuva, o mato cresceu e tomou conta de boa parte da single track do Araçá, e quem sofreu foram nossas canelas e braços, mesmo assim, descer esta parte é muito divertido. Já no estradão, resolvemos voltar pela esquerda (mais rápido) e dar uma parada para desfrutar um cacau maduro e doce. Melhor que barra de cereal, power gel, caldo de cana e etc.

O cacau repõe a energia muito rapidamente. Sem falar que é natural e não tem contra-indicação (pelo menos até onde eu saiba). Ipiaú ainda estava a 10 km, mas quem se importava? Depois do cacau parecia que a trilha havia iniciado naquele instante.


Estradão

Jojó, só curtindo. Capacete que é bom....

Casinha bonita.


"Subida da lama". Ernesto tomando coragem

Cacau madurinho...

Docinho, docinho

Jefferson que não gosta muito, comeu 3 sozinho (brincadeira...)

Endomondo data:

Title
Boa Sorte
Sport
Mountain biking
Start Time
Oct 29, 2011 7:12 AM
Distance
26.78 km
Duration
2h:20m:32s
Avg Speed
11.4 km/h
Max Speed
46.0 km/h
Calories
1429 kcal
Altitude
126 m / 258 m
Elevation
163 m ↑ / 155 m ↓

domingo, 23 de outubro de 2011

Lama e pedal rumo a Itagibá.

Eu gostaria muito de ter participado mas infelizmente não pude. Domingo, dia 25/09, a turma dos Pedivelas de Pau (representado pelo Jefferson) se juntou a do Bike Aventura, para um objetivo comum: Chegar a Itagibá pela, conhecida pelos pedivelas como, trilha do Rio do Peixe. Quem enviou as fotos e contou um pouco da aventura foi o Cyro que depois de 52 km de muita lama, chuva, suor, quedas e diversão, foram a Itagibá e retornaram em 5:30 hs. Saíndo as 7:00 hs e chegando as 12:30 hs. Inveja minha a parte, deve ter sido demais e com direito a caldo de cana em Itagibá para repor a energia.
Conforme o próprio Cyro disse: " Só os espíritos aventureiros pra nos dar força". É isso aí Cyro, essa é a ideia e o nosso ideal: aventura e diversão entre amigos. 
Fica aqui o convite pra quem quiser contar mais sobre a trilha. É só me enviar o "causo". Quem quiser saber como foi a aventura dos Pedivelas nesta trilha pode acessar o post: Rio do Peixe: A Conquista.






Dose dupla pro novato!

Após 20 dias longe das trilhas baianas, este final de semana, andamos no sábado e no domingo. Um pouco por eu ser animado demais e o resto por que nem todo mundo poderia andar no mesmo dia.
Vamos então falar do sábado (22/10), em que participaram os pedivelas Helber, Danilo, Jocélio e o novato Lucas. Saímos as 6:35hs do Shangrilá (como sempre) e seguimos destino Tapirama. Este percurso é sempre legal, pois existe a opção de cruzar o Ro de Contas, de canoa. Porém, desta vez não foi possível pois como saímos muito cedo, não havia niguém pra trazer a canoa que se encontrava do outro lado do rio. Assim, só nos restou voltar pelo mesmo caminho resultando num bate volta de 28 km. Quando saímos uma garoa fina caia em Ipiaú e deu uma trégua quando atingimos Tapirama. Na volta, já perto do Japumerim, caia uma chuva leve, que ajudava a refrescar o dia sem sol, mas mesmo assim, quente.
O novato Lucas, foi bem, pedalou em nosso ritmo e não reclamou (muito). Foi bastante bem em sua primeira saída, usando a minha bike Kalf rebaixada.
Hoje (23/10) Eu, o novato Lucas (sim, ele de novo), Tiago e Jefferson, fizemos o que chamei de contorno da Boa Sorte, porque o inicio e o fim são os mesmo da trilha da Fazenda Boa Sorte, porém sem passar por ela e sim contornando-a passado pela Fazenda do Povo, em um percurso de 27 km de estradões. O tempo gasto foi de 2:25 hs (contando as paradas), que torna uma volta considerada rápida e prática .Assim como ontem, o clima estava bom pois não havia sol e a garoa marcou presença novamente. Todos, devem estar perguntando; E o novato? Deu conta? Vejam bem, eu devo estar ficando velho e de coração mole e peguei leve com o novato ou ele escondeu o jogo se dizendo despreparado. De fato ele pedalou bem, e sua bebida de leite poderia passar despercebida, se não fosse minha constante vigilância. Ele empurrou a bike uma única vez por 10 metros, por causa de um engasgo de corrente. Mas ainda sim, bebeu, e eu tenho a foto pra mostrar  (como sempre). O principal destaque foi que o novato, pela primeira vez isso acontece com os pedivelas, encarou 2 trilhas seguidas, somando assim, 55 km. Mandou bem.

Sábado: Saída para Tapirama

Sábado: Ponte do Japumerim. E cai a garoa.

Sábado: Novato as margens do Rio de Contas 


Sábado: Jojó e Danilo

Sábado: Tapirama. Hora de voltar.
Domingo: Tiago. Parece profisional.

Domingo: Lucas e jefferson.

Domingo: Lucas e Jefferson

Domingo: Lucas, parando pra resgatar sua máquina fotográfica.
Domingo: Lucas empurrando a bike. Ele disse que foi por causa da corrente. Será?

Domingo: Vilarejo da Fazenda do Povo.

Domingo: Pedivelas.
Dados do Endomondo:
Title
Contorno da Boa Sorte
Sport
Mountain biking
Start Time
Oct 23, 2011 7:45 AM
Distance
27.37 km
Duration
2h:25m:43s
Avg Speed
11.3 km/h
Max Speed
39.3 km/h
Calories
1460 kcal
Altitude
131 m / 211 m
Elevation
143 m ↑ / 105 m ↓

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Semana em Rio Claro/SP

Estou passando a semana em Rio Claro, revendo a familia, amigos e dando um "pause" na loucura do trabalho. Infelizmente, não pude trazer a bike. Se bem que, com a semana toda cheia de compromissos, achar hora pra pedalar, está até dificil. Mesmo assim peguei a bicicleta do meu pai e dei uma volta sozinho no dia 11 e uma volta com a Erica no dia 12, todas com 10 km, pela cidade. Impressionante como ela mudou com novos bairros e o comércio cheio de opções.
Por falar em comércio e opções, ciclisticamente falando fui a Sport Bike, comprar umas coisinhas.
Dentre estas coisinhas está uma que a muito tempo me prometo: Um par de sapatilhas para MTB. Aliás foi presente de dia dos pais. Curti demais. O modelo é uma Shimano MT51, muito bonita e confortável e ainda adquiri pedais novos também (SM-PD22).
Espero que os pedivelas de Ipiaú, estejam se comportando (ou melhor, não) na minha ausência e tenham muita coisa interessante pra relatar.
Domingo dia 16, desembarco em Ipiaú, mas andar de bike só dia 22. Caramba, que agonia.


domingo, 2 de outubro de 2011

Hotel Fazenda em Familia

Dando sequência ao final de semana e finalizando minha abstinência de bicicleta (poxa, 3 semanas é tempo demais), fechamos a conta com um passeio light em familia. Aliás, foi também pra fazer o test drive definitivo do ArturMobil. E para tal feito, escolhi a estrada do Hotel Fazenda (aquela que usamos pra chegar a trilha do "Tente Outra Vez" ou que voltamos da "Impossivel"). É um caminho bacana. Tem poucos buracos, e as subidas e descidas são de nível médio, ideais para testar a estrutura da cadeirinha e o bagageiro.
Saímos de casa as 8:30 hs e seguimos pela estrada do Parque de Exposições para cruzar a BR-330 mais a frente, evitando transitar por ela. Quem pilotou o ArturMobil foi a Erica que se adaptou muito bem a tarefa. A caloi 29er número 2 (onde adaptei a cadeirinha), se mostrou bastante equilibrada e seus aros grandes facilitaram as manobras. Logicamente que a Erica não abusou da velocidade nas descidas, mas aprovou a adaptação. Quando eu fiz o teste, arrisquei um pouco mais, chegando ao máximo de 37 km/h (segurando um pouco no freio) e ainda sim a estrutura se mostrou firme. O ponto negativo ficou por conta do conforto. Artur reclamou um pouco de dores nas costas e um novo acolchoamento será providenciado.
Sobre o passeio, tudo foi maravilhoso. O sol só deus as caras na volta, masmo assim ajudou a manter meu tão estimado "bronzeado de caminhoneiro". Ainda tivemos tempo de uma parada na "Cabana" para um refri, antes de completar os 14 km. Afinal, a gente merece.












Farinha pra Jojó e Jefferson

Neste sábado apenas 3 pedivelas animaram sair as 6:30 hs (na verdade 6:50 porque Jojó atrasou).
Depois de 3 semanas longe da poeira e/ou lama das trilhas, eu já apresentava fortes indícios de abstinência ciclística. E a única solução pra isso é cair no pedal.
Eu, Jojó e Jefferson fizemos a Trilha da Farinha, desbravada por mim, Danilo e Ernesto, conforme vocês acompanharam no post Trilha da Farinha. Esta trilha é boa pra um passeio rápido pois seus 24 e poucos km podem ser feitos em tranquilas 2 horas (sem correria). E ainda voltar cedo.
Jefferson e Jojó acharam bem legal o trajeto e o ponto interessante é que Seu Antônio (outra das figuras folclóricas que sempre nos deparamos), nos deu importantes dicas para o rumo oeste assim que se sai da Farinha e entra no estradão de retorno ao asfalto de Itagibá. Segundo ele, "esta estrada tem 14 km até Aiquara e mais 8 até Palmeirinha, mas tem muita ladeira". "Se voltar sentido Itagibá uns 3 km tem o entroncamento pra Machadinho, é mais longe mas é melhor". E Jojó completou: "É mais longe mas é mais perto", pra Seu Antônio concordar animadamente.
E foi isso. Não fomos pra Aiquara, mas já estamos pensando. Este trecho está cotado pra ser a próxima trilha a ser mapeada. Alguém mais e anima?!









domingo, 11 de setembro de 2011

A Curva do Feitiço e a Travessia do Saara

7 de setembro: Dia da Independência do Brasil, feriado nacional, quarta-feira.
5:15 AM, meu relógio me avisou que estava na hora de ir pro MTB. QUE MARAVILHA!
depois de um rápido café, peguei a 29er e fui encontrar o pessoal no Posto Rocha. Puxa, até que enfim um ponto de encontro diferente. Acho que niguém mais aguenta ler Posto Shangrilá aqui no blog. Acham que ganho pra fazer merchandising. Mas não ganho.
De qualquer modo, cheguei lá e não havia ninguém, mas logo em seguida apareceu Fabiano. Logo depois Osvaldo, seguido por Cyro, Erlan e o Pedivela Danilo. Ficamos esperando mais alguém chegar. Erlan até tentou falar pelo celular, com Sergio, que disse que iria conosco.
Esperamos um pouco mais, e decidimos sair. Nosso destino era a Trilha da Curva do Feitiço (ou macumba no popular).Essa trilha recebeu esse nome porque o lugar onde ela começa é uma encruzilhada, ou seja, um local ideal para um "trabaio do bão". Nada contra, aliás, cada um com seu cada um.
Como eu ia dizendo, do posto, seguimos sentido Jequié e a 6 km, chega-se a entrada da trilha, a direita. Procurei pra ver se havia algum feitiço, porém nada foi deixado lá. No entanto, ao olhar para a o estradão me supreendi. Uma ladeira forte se projetava do asfalto e sumia numa neblina rala no alto. Beleza, já começamos bem. Erlan e Juliano, puxaram o cortejo, rumo nordeste, eu fui logo atrás num ritmo moderado, seguido pelo Cyro. Danilo e Osvaldo vinham logo atrás e na metade do caminho pararam no boteco da vaca para uma dose de leite. Normal.
Após essa subida, pra esquentar o sangue, a estrada se torna bem interessante com uma descida sinuosa e gostosa de deslisar e ao descer se descobre num vale fechado com morrotes baixos. E a neblina que ainda resistia ao sol forte que se levantava, dava ao ambiente um ar de lugar remoto. Até um friozinho fazia, e o gado preguiçoso ainda estava deitado na estrada. Uma curva fechada a esquerda e chega-se a uma roça de cacau, onde pela quantidade de folhas e galhos indicava que pouco se transitava por ali.
mas o melhor ainda estava por vir, ao sair do cacau, depara-se ao longe com uma das piores (eu digo pra mim) subidas que já tive de encarar, parecia que ia chegar na lua. Fabiano que já conhecia o trecho, riu.
depois de atravessar o mataburro, ela começa ameaçadora. Eu descidi encarar e comecei a pedalar de leve, após alguns metros percebi que se fosse devagar a bike não subiria. OLhando pra cima vi Fabiano e Erlan se distanciarem de mim e resolvi acelerar. Ao olhar pra trás já vi o resto da galera empurrando. No meio da subida (pelo menos a metade do que eu enxergava da subida), comecei a pensar em desmontar e empurrar. Mas aí, veio uma voz e disse: Não da conta? Bebe leite!
Vendo o Erlan e o Fabiano, sumindo de vista, eu respirei fundo e continuei. Quando cheguei lá em cima, percebi que, se consegui subir foi de teimoso. A rampa era bruta e eu sentia um pouco as coxas, acho que por causa do esforço dos 52 km de gongogi a 4 dias atrás. Aos poucos a galera foi chegando e comentando da subida.
Aplicando a lei da Graviração Universal de Newton, (olha o momento cultura) expressa vetorialmente como:

\mathbf{F_{1\,2}} = {G m_1m_2(\mathbf{r_2}-\mathbf{r_1}) \over \left| \mathbf{r_2}-\mathbf{r_1} \right|^3}
podemos dizer, no popular que: Tudo que sobre, deeeeeeeeeesce. As descidas que seguiram, foram fenomenais. E perigosas pois são cheias de mataburros e isso foi mtivo de alertas constantes por parte do pessoal que já conhece o trecho.
Ao final das descidas, chega-se ao um estradão plano, muito pareciso com o trecho final da trilha da Boa Sorte. Tão parecido que por 2 vezes cheguei a ficar confuso, e na dúvida se não havia-mos feito uma volta maluca e caido naquela estrada.
Para nossa surpresa, Sergio que saiu bem depois da gente nos alcançou. Ele deu um gás violento. O cara é doido (no bom sentido ciclístico).
Já no asfalto ponderamos entre retornar pela BR ou tomar um caminho as margens do Rio de Contas. Bom quem ta na chuve é pra se molhar, e como eram 8:30 hs ainda dava tempo de chegar em casa para o almoço no Clube dos Maçons (e minha mulher me recomendou tanto que eu não atrasassedas 9:30 hs).
Sabe aqueles momentos que você acha que está tudo sob controle? Pois bem, me estrepei. Quando tomamos o estradão, pensei: pqp chegamos no Saara. Alías, se fosse o Saara a areia não seia tanta. Um estradão de pura areia, que os aros das bikes afundavan uns 10 cm. Quem pode com um piso desse?
A maioria ria, enquanto alguns xingavam e repetiam: aqui eu não passo nunca mais. Mas não adiantava reclamar, a areia estava lá e não ia sair. Bem que depois da metade até eu queria que ela se incomodasse e fosse embora. Danilo, Cyro e Osvaldo, pouco cansados vinham mais atrás. Erlan, Sergio e Fabiano mais a frente. Eu fazia o pelotão intermediário esperando a galera que vinha em seguida. 9:20 hs e estávamos ainda no meio do Saara (que pelo mapa tem mais ou menos 13 km mas pra mim devia ter uns 130), resolvi acelerar. Me desculpei com a galera, por não completar a trilha com eles, mas tinha um compromisso as 10:00 hs. Cheguei ao asfalto 10 minutos depois e as 9:35 hs já estava passsando em frente ao Clube dos Maçons, rumo a minha casa. Gostei demais das trilhas, da galera e do feriado. Já estamos planejando a proxima.

Posto Rocha, 6:00 AM

Sentido a Jitaúna.

Curva do Feitiço.

Subidão nº 1.

Osvaldo subindo na manha.

Turma animada.

Danilo no Cacau.

Estradão

Osvaldo no Cacau.

De volta a BR.

Começando o Saara.

Deus me livre..

Endomondo:
http://www.endomondo.com/workouts/uG37HKcQ6HQ

Trilha Curva do Feitiço + Saara
Sport
Mountain biking
Start Time
Sep 7, 2011 6:22 AM
Distance
39.94 km
Duration
3h:25m:56s
Avg Speed
11.6 km/h
Max Speed
45.7 km/h
Calories
2131 kcal
Altitude
127 m / 290 m
Elevation
336 m ↑ / 318 m ↓
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